Origem

As opiniões quanto à origem não coincidem, Estrabon, geógrafo e literato que viveu no século I a.C., descreve um cão maltês e o definiu como “Canis Melitoie-us”, ou Melita, nome em latim da ilha de Malta, da qual ele teria partido “para conquistar o mundo”. Na opinião de muitos, o maltês contemporâneo descende diretamente do Maltês de Estrabon. Outros ao contrário, discordam e sustentam que os povos antigos do baixo Mediterrâneo possuíram uma raça anã, chamada Melita perto da Sicília; mas chamemos de cão de Melita e não Maltês, para não confundirmos os malteses modernos, que são absolutamente diferentes dos antigos. A origem do Maltês moderno foi buscada no cruzamento do Epagneul anão com o caniche anão ou com o cão de Caiena. De tais antepassados derivaria o barbichon, logo chamado de bichon. O seu berço parece ter sido a Itália e existem sobre isto abundantes provas. BICHON compreende: O Maltês, o Bolonhês, o Bichon Frisé e o Havanês. Trata-se de um grupo de raças afins, de origem antiguíssima, tanto que o próprio Darwin as supõe originadas uns 6000 anos antes de Cristo.

Apesar da polêmica, é certo que o Maltês tem seus primeiros registros na Europa no século XV, provavelmente advindos da ilha de Malta, na Itália, onde eram utilizados como “moeda” pelos marinheiros. Sua existência no entanto, foi cercada por diversas lendas, entre elas a que atribuía a seu pêlo propriedades curativas e anti-reumáticas. Assim, não era difícil encontrar luvas ou xales feitos com o pêlo do Maltês.

O Maltês antigamente era chamado “cão das damas romanas”, porque era o preferido destas. Não se enganavam; o seu pêlo longuíssimo e imaculado o torna muitíssimo atraente, sendo além disso,muito inteligente e afetuoso com o dono. É vivaz e expressivo, o que o torna um cão de companhia de rara perfeição. Seu tronco supera em comprimento a altura nas cruzes. É harmonioso em relação aos perfis. O corpo deve dar a impressão de um conjunto estreito e longo. É um dos cães de companhia preferidos.